Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007
Dia dos Namorados

            A propósito do acontecimento consumista que constitui o denominado Dia de São Valentim, e que pelo que soube, decorreu num qualquer dia da semana passada, veio-me à ideia um soneto fantástico do grande Antero de Quental, escrito num tempo longínquo em que não havia necessidade de determinar um dia no calendário para que os homens pudessem demonstrar o seu romantismo... Peço desculpa aqueles que considerarem que o post foge um pouco ao âmbito do blog..

 

AMOR VIVO

 

Amar! Mas dum amor que tenha vida...

Não sejam sempre tímidos harpejos,

Não sejam só delírios e desejos

Duma doida cabeça escandecida...

 

Amor que viva e brilhe! luz fundida

Que penetre o meu ser - e não só beijos

Dados no ar - delírios e desejos

Mas amor... dos amores que têm vida...

 

Sim, vivo e quente! e já a luz do dia

Não virá dissipá-lo nos meus braços

Como névoa da vaga fantasia...

 

Nem murchará do Sol à chama erguida...

Pois que podem os astros dos Espaços

Contra uns débeis amores... Se têm vida?

 

                                Antero de Quental

publicado por Ana Silva Martins às 20:27
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